Belgica I – ficando na casa de amigos

Em Bruxelas ficamos hospedados na casa de uma amigo. Ter toda a infra de uma casa, mais espaço para Alice (apesar de ser uma casa de solteiro, nem um pouco adaptada para criança) ajudou demais.

Uma das coisas que eu acho mais chata de viajar com criança, é a quantidade de malas e roupas já que eles sujam muita roupa, deles e nossa. Uma grande vantagem de ficar em casa foi a facilidade de lavar nossas roupas, o que possibilitou que eu diminuisse um pouco a mala. Mas nem isso impediu que nos últimos dias de viagem  a Alice estivesse quase sem roupas limpas, e uma malha com o punho sujo de molho de macarrão, ou uma calça usada tres vezes no parquinho passavam fácilmente como usáveis.

A Béligica, por causa do horário de verão estava cinco horas na frente do Brasil. No primeiro dia a Alice foi dormir a uma da manhã e acordou quase meio dia, eu que gosto de aproveitar bem o dia fiquei em pânico para ajustar esse horário. Então corri ao nosso amigo google para pesquisar e no dia seguinte pusemos em prática nosso plano, tentar passar grande parte do dia ao ar livre e no final do dia ir a algum parquinho, voltando para casa quando estivesse escurecendo, pois é o Sol (ou ausência dele) que regula e ajuda a acertar nosso relógio biológico. Dito e feito, conseguimos  nesse dia conseguimos colocá-la para dormir bem mais cedo.

Mesmo assim optamos por um meio termo de horários. Como aqui em casa ela dorme as 8:30 e acorda 6:30, resolvemos transferir para dormir 10:00 e acordar 9:00. E foi assim que depois de dois anos acordando com as galinhas, passamos 20 dias acordando as 9 horas da manhã.

Então nossa rotina era acordar não muito cedo, preparar e tomar nosso café com calma, passar o dia passeando (durante o dia a Alice tirava seus cochilos no carrinho), no final da tarde encontrar algum parquinho para Alice gastar o que sobrou de energia, e voltar para jantar em casa.

O Arnaud (nosso amigo, dono da casa) virou o melhor amigo da Alice. Desde a hora que acordávamos até a hora de dormir ela só perguntava dele “cadê o Anô”, “vamo acoidá o Anô”. Quando passamos a noite em outro lugar, ela pediu “Alice qué voltá pra casa do Anô”.

No próximo post um pouquinho sobre Bruxelas.

A casa do "Anô", cheia de escadas para Alice poder subir e descer.

Esperando o ônibus com nosso melhor amigo da viagem, o carrinho, fundamental para uma viagem dessas dar certo

Pegamos um pouco mais frio do que gostaríamos. O casaco, super usado na viagem, voltou em estado deplorável, mas depois de uma bom banho, passa bem.

Alice aprendeu a colocar a mão no bolso, mas perdia o equilibrio e levou vários tombos

Antes de voltar para casa, um parquinho.

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Rapidinhas

Não sei onde ela aprendeu, mas às vezes a Alice fala devagar separando as sílabas, bem devagarinho:

-A-li-ce.

-Va-mo pra co-li-nha.

-Va-mo mo-çá.

*   *   *   *

O que não está aqui pertinho:

-Tá lá lá longe.

*   *   *   *

Ela nos chama de mi amor.

*   *   *   *

Quando entende alguma coisa:

-Ah! Tendi!

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Bélgica e Espanha

Em Abril passamos 20 dias deliciosos na Europa e voltamos com muitas histórias pra contar.

Victor tinha um compromisso de trabalho programado para Abril em Madri, e dessa vez resolvemos aproveitar para irmos junto e dar uma esticadinha até a Bélgica, onde ele fez intercâmbio há mais de dez anos atrás.

Claro que deu um medinho de fazer uma viagem longa em tempo (18 dias) e distância com a Alice, mas respiramos fundo e compramos as passagens.

No fim a viagem foi ótima, está cada vez mais fácil e divertido viajar com ela. Claro que demanda bastante disposição, energia e planejamento. Tentamos fazer pausas programadas em parques para a Alice poder brincar, os passeios tem que ser pensados com um horário mais certo para o almoço e jantar, não dá mais pra passar um dia inteiro num museo. Mas com as devidas adaptações é tudo muito viável.

Também tivemos momentos de muito cansaço, sono e birra. Mais do que se estivéssemos em casa seguindo nossa rotina diária, mas nada maior do que já era esperado.

No final o saldo foi super positivo, e sentimos que ela se desenvolveu muito no tempo que esteve por lá.

A viagem de avião

A viagem de avião foi tranquila, porém mais cansativa do que imaginamos.

Como voltaríamos uma semana antes da Alice completar 2 anos, optamos não comprar passagem para ela, torcendo para que o vôo não estivesse cheio. Mas tanto o vôo da ida quanto da volta estavam lotados e ela veio e voltou no nosso colo. Se teve uma coisa que nos arrependemos foi isso. Ela já está muito grande para fazer um vôo tão longo no colo.

Pra ela não foi tão ruim, pois como optamos pelo vôo noturno, isso sim acertado, logo depois do jantar ela dormiu e só acordou a tempo de tomar o café da manhã e pousarmos. Já nós dois não podemos dizer o mesmo, já que ela dormiu esticada no nosso colo, cabeça no meu, e pernas no Victor, então mal dava para nos mexermos, quanto mais dormir direito. Que vôo loooooongo!

Para quando estivesse acordada levamos um kit viagem que funcionou muito bem: boneca, livros, caderno e giz de cera, e o celular do papai recheado de joguinhos. Também demos sorte de sentar perto de pessoas muito simpáticas e compreensivas, e pegar uma equipe também simpática e com boa vontade. Na verdade a companhia aérea tinha um kit para crianças, bem sem vergonha, mas que ela adorou.

O vôo da volta tinha muitas pessoas viajando em grupos, o que deixou o avião bem descontraído, todo mundo falando mais alto, brincando. E claro que a Alice aproveitou pra fazer amizade com o vôo inteiro, que já sabia o seu nome.

Nó tínhamos comentado com ela que a vovó ou o vovô iriam nos buscar. Então quando o avião pousou em São Paulo e muitas pessoas começaram a aplaudir, ela todo empolgada, aplaudiu também e disse bem alto:

-Chegou na casa da vovó. TODO MUNDO… VAI NA CASA DA VOVÓ!

Todos cairam na risada e entraram na brincadeira.

-Alice, eu vou tomar um cafezinho na casa da sua vó, hein! Pode falar que eu ou também….

Alice gastando as energias no aeroporto ainda no Brasil. Deixamos que ela se acabasse correndo entre as cadeiras da sala de embarque

Os vôos entre Madri e Bruxelas estavam mais vazios e conseguimos uma poltrona para ela, assim todos puderam se esticar um pouco.

Adivinha quem dormiu a noite inteira no vôo anterior.

 

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Mais sobre os dois anos

O primeiro ano da Alice foi incrível. Ela sempre foi um bebê muito bonzinho, mesmo quando recém nascida. Ela teve uma fase de cólicas muito pequena e nesse primeiro ano acho que conseguimos lidar bem com as acordadas noturnas.

Eu passava os dias me apaixonando cada vez mais. Todos me diziam que aos 3 meses ficava melhor ainda, depois aos 6. E eu não acreditava, pois achava que a fase presente era sempre incrível. E ela crescia e eu descobria que ficava sim, cada vez melhor. Adorei todos os meses e todas a s fases.

Aí ela completou um ano,  começou a falar, a andar e pedir muita atenção, se tornando um bebê muito divertido e ativo. Juntando isso ao fato dela acordar muito a noite, essa fase foi deliciosa mas muito cansativa. Sim, por que lembra o parágrafo de cima, que não tivemos problemas com o sono? Pois ela acumulou toda sua cota de noites insones para quando completou um ano. Nos períodos mais negros ela acordava de duas em duas horas, mais do que quando era recém nascida. E isso durou quase um ano. Todo mundo fala que bebê dá trabalho, eu acho que uma criança de um ano dá muito mais. A compensação eram as milhares de descobertas diárias que dava vontade de ter uma câmera registrando-a 24 horas por dia para não perder as fofuras.

Perto de completar dois anos, as coisas começaram a acalmar. As noites voltaram a ser bem dormidas, ela começou a brincar mais tempo sozinha demandando um pouco menos de atenção e começou a entender um pouco melhor as coisas.

Então com dois anos a Alice:

Fala muito! Conosco ou sozinha. Mantém diálogos curtos, porém muito interessantes. Conta algumas coisas que acontecem na escola. Não sei se todas as crianças são assim, mas ela é meio mandona. Seus gestos e até o tom de voz indicam isso. O Victor diz que ela tem a quem puxar, mas eu não sei bem do que ele está falando.

Como ela fala bastante, muitos dos nossos conflitos são resolvidos com negociações. Dá certo grande parte das vezes, mas não escapamos das “birras” típicas da idade, que acontecem principalmente quando ela está cansada. Ainda estamos em fase de testes sobre como lidar com elas.

Ela tem dormido bem, raramente acorda durante a noite, porém levanta muito cedo. E isso faz dela nosso despertador. Ela acorda todo dia perto das 6:30 hs. Eu a levo pra nossa cama, e aí começa sua campanha para nos tirar de lá. Primeiro ela fala: “Alice vai apagar a luz” e acende a luz na nossa cara (ela ainda confude acender/apagar, subir/descer), depois começa a puxar o cobertor do Victor e puxá-lo pela mão: “levanta papai, tira a cobéta”. Até nos vencer pelo cansaço e todos levantamos.

Quando voltamos de viagem demoramos um pouco a acertar o ritmo de manhã, e acabávamos atrasados todos os dias. Graças a isso, agora ela passa a manhã antes de ir para escola falando “rápido, tem que correr, tá todo mundo atrasado, né?”

Confunde chato com chateado. Outro dia de manhã, como estávamos atrasados, o Victor disse pra ela que não ia ter folia na hora de escovar os dentes, eles demoram uns 10 minutos nesse processo, e dessa vez tinha que ser rápido: “hoje o papai tá chato porque a gente tá atrasado”. À tarde, no carro, voltando para casa ela me fala:

- Mamãe o papai tá bravo com a Alice.

-Não filha, o papai não tá bravo.

E antes que eu pudesse explicar:

-Ah! Ele tá chateado.

-Não, também não – e agora como eu explico pra essa criança a diferença?

-Tá triste? – Já na dúvida do que estava acontecendo.

O jeito foi quando o pai chegou em casa, falar que não estava bravo, nem chateado e gosta muito dela.

- Tá feliz? – peguntou com um sorriso.

- É tá feliz!

Faz comparações. Como outro dia no metro. Ela colocou a mão na corrimão que fica no Sol e observou “tá quente”. Já dentro do metro, no outro corrimão: “esse não tá quente, tá melhor”

Ou quando eu imitei uma gracinha que o Victor faz para lavar seu cabelo: “igual o papai, né?”

Desmamou sem grandes dramas. Depois de meses em livre demanda, quando ela começou a comer, eu dei uma regulada nos horários e criamos uma rotina bem flexível. E a partir de um ano ela foi naturalmente abandonando as mamadas diurnas, uma a uma, sobrando só a mamada antes de dormir. E com toda a confusão da madrugada eu não queria criar mais drama na hora de dormir, já que ali nossa rotina funcionava super bem.

Chegou um ponto que sem mim ela dormia sem pedir pra mamar, mas se estivéssemos sob o mesmo teto, não tinha jeito.

Perto dos dois anos, essa mamada ja quase não contava, era bem rápida, depois ela passava para berço até adormecer. Mas como estávamos de viagem programada, eu não queria que ela tivesse uma crise de abstinencia em outro país, na casa em que estivéssemos hospedados. Então comecei a falar pra ela, que ela estava crescendo, que não precisaria mais mamar, e que era normal o mamá ir acabando. E fui repetindo isso muitas vezes até o dia que eu falei: “esse é o último dia, hoje a gente vai falar tchau pro mamá”.

Nos dias seguintes o Victor e o tio Neto a colocaram pra dormir. Quando eu retomei essa função, ela nem tocou no assunto, pediu um pouco de colinho e foi para o berço.

“Adora” coisas. Do nada começa a falar “eu adoro o sapo”. Ou quando vê alguma coisa nova, interessente, ela diz: “que bonito!”, bem devagarinho.

Tenta conjugar os verbos, mas ainda saem umas pérolas como “eu bebei”, “eu trazei”, “cabiu”.

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Conversa imaginária

Alice, em conversa imaginária na sua calculadora/celular:

- Oi Isa, hoje eu vou encontar a Lili e o Yago, tá bom? Um beijo, tchau.

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2 Anos

Sexta-feira Alice completou 2 anos. 2 ANOS!!! Esse ano não tivemos post comemorativo, mas para não passar em branco preciso dizer que com dois anos a Alice é o ser mais fofo do mundo.

De umas semanas para cá parece que ficou mais menininha. Tem poucos resquícios do bebezinho que foi, como a fralda e o berço.

E como fala! Fala e canta o dia inteiro, e graças a isso nos damos conta que a criaturinha pensa! Raciocina! Como pode um ser tão pequenininho pensar assim?

Nós temos uma brincadeirinha que eu pergunto:  ”quem é a minha princesa?” e ela responde: “Alice!” toda feliz. “Quem é minha pituca?” “Alice!”. “Quem é….” e por aí vai.

Então hoje estávamos os tres no carro, e eu começo:

- Quem é a princesinha da mamãe?

- Alice! – pequena pausa e ela emenda – E a princesona é a mamãe!

Tem como não morrer de amor?

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Se essa rua fosse minha

Ela nunca olha para a câmera, mas vale pelo registro.

 

Bom final de semana.

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Conversinhas

Como não podia deixar de ser, vendo os pais mexendo no Iphone o dia inteiro, ela também quer mexer. Nós temos alguns joguinhos para aplacar sua vontade de brincar. E apesar dos joguinhos mais apropriados para sua idade ela gosta muito do Angry Birds. Obviamente que ela não consegue jogar, mas gosta de ver os passarinhos, o que nos traz alguns momentos de constrangimento, quando ela solta um:

-Qué piu-piu do papai.

*   *   *   *   *   *

Às vezes ela fala na língua do si, trocando o “es” pelo “si em algumas palavras:

-sicuta = escuta

-sicada = escada

-sicorrega = escorrega

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Às vezes voltamos de metrô da escola, e ela gosta bastante. Gosta de andar em cima da sinalização para deficientes visuais que tem no chão da estação e gosta de segurar no corrimão da rampa da entrada.

Voltando ao meio dia, debaixo de Sol, ela coloca a mão no corrimão e constata:

-Muito quente mamãe.

Então entramos no elevador, ao ver que lá também tem um corrimão coloca a mão com mais preocupação e diz:

- Esse tá melhor, não tá quente.

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A nova paixão gastronômica da Alice é iogurte. Ela pede quase todo dia, mas nesse dia de manhã estávamos sem:

-Alice qué iogurte.

-Alice, hoje não tem, acabou.

-Não tem iogurte, mamãe vai comprar mais!

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Outra coisa que ela gosta demais é sorvete. E semana passada ela gripadinha, me pede:

-Alice qué sorvete.

-Mas você tá doente filha, não pode tomar sorvete.

Rapidamente ela levanta a calça e mostra o joelho ralado.

- Tá dodói – e depois de apontar para o joelho corre em minha direção, me dá um beijo e um abraço – sarô, agora quero sorvete.

*   *   *   *   *   *

 

 

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A escola e as novidades

O legal de ter uma filha na escola é que todo dia temos novidades, seja uma música ou uma palavra nova. E nessa idade existe todo um jeito especial de “contar” as coisas. Claro que ela não chega me contando o que fez, mas vai dando umas pistas, recriando algumas situações que vivenciou, ou repetindo algo que ouviu.

Com as músicas funciona assim, cada dia ela chega cantando pedacinhos de uma ou mais músicas que são repetidos inúmeras vezes. Às vezes não fazem muito sentido e às vezes elas vem misturadas, mas com o passar dos dias ela vai preenchendo as lacunas. Esaa música, ela começou a cantar uns trechos na primeira semana de escola e só semana passada a ouvimos inteira.

Adora “os amigos”. Ela fala muito neles, sabe o nome de todos, e conta se um chorou, se o outro brincou na areia, se teve aniversário passa o dia cantando parabéns. De manhã ela vai olhando pela janela do carro e narrando “a aninha e o pai (dela)”, o jojô e a mãe (dele)”. Na hora da saída ela dá tchau para todos eles.

Outra coisa que ela adora é a agenda da escola, principalmente depois que a professora colou uma foto da turma, com todos os amigos. Todo dia pede para ver e se deixar passa o dia com ela debaixo do braço.

Lá eles tem toda uma preocupação com o desfralde, principalmente porque é provável que a turma inteira tire a fralda esse ano. Então tem toda uma história de mostrar a calcinha e a cueca, tirarem foto e montarem cartazes, contando que as crianças usaram o vaso sanitário.

Nós aqui em casa ainda não temos planos de começar o desfralde tão cedo, principalmente porque temos uma viagem planejada para breve. Mas a Alice costuma usar calcinha por cima da fralda quando está de vestido. E numa linda segunda feira quando estávamos saindo para a escola ela sai correndo gritando: “quer mostrar pros amigos, quer mostrar pros amigos”. Eu pensei que fosse algum brinquedo, que vira e mexe ela quer levar para escola, e qual não é a minha surpresa quando ela volta do quarto trazendo uma calcinha na mão e falando “quer mostrar calcinha pros amigos”.

Ela levou a calcinha, e lá fui eu explicar pra professora todo o caso, para ela não me achar uma maluca, que sem mais nem menos mandou uma calcinha para escola. Nesse dia ela ficou um pouco sem fralda, de calcinha, feliz da vida. Uns dias depois chego na sua sala e vejo um cartaz dela e de outro amiguinho que também usa fralda mas que também quis mostrar a cueca para os amigos.

Algumas fotos dela se divertindo na escola.

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Escola – a adaptação

A semana de adaptação foi uma maravilha! Ela estava muito empolgada, ia toda feliz para escola, e o retorno que as professoras davam é que ela estava maravilhada com a escola, os brinquedos, o espaço. De manhã era só falar que íamos para escola e ela ficava toda feliz, corria para a porta. À tarde pedia para voltar para lá.

Tivemos uma parada para o carnaval e acho que todas as mães com filhos em adaptação ficaram um pouco receosas de uma possível uma regressão. Na quinta pós carnaval perguntei se ela queria ir para escola, e ela não deu muito bola, alerta amarelo. Mas chegando lá não deu problemas e no final do dia a professora veio me dizer que ela estava com saudades e passou a manhã muito empolgada e feliz.

Nessa altura do campeonato eu já não tinha mais nenhuma preocupação, até que semana passada ela começou a ficar mais grudada comigo na hora da chegada (nós deixamos e pegamos as crianças dentro da escola e não no portão). Acho que ali caiu a ficha, que seria assim todo dia. Então foi uma semana mais chatinha. Desde o primeiro dia, ela tinha se apegado mais com a coordenadora que é quem a recebia e eu percebi que nos dias em que ela não estava, a Alice ficava mais insegura. Até que um dia ela chorou. Não foi um choro desesperado, foi um choro mais manhoso, mas mesmo assim cortou o coração. E acho que foi só falta de paciência nossa (minha e da responsável), de conversar um pouco mais antes de dar tchau. Mas foi só esse dia.

Agora ela ainda demora um pouco para largar a minha mão, então algum adulto vem e a convida para brincar na areia ou ver as tartarugas, ela é facilmente convencida a ir. Vou deixar a mochila na sala, volto dou um tchau de longe, se chegar perto pra dar um beijo ela fica balançada e gruda em mim de novo, mas se der tchau de longe ela devolve o tchau, manda vários beijos toda feliz, e fala “a mamãe volta”, e continua a brincar.

Na hora da saída que não  mudou muita coisa. Ela nunca quer ir embora, não importa como tenha sido a chegada. Vem correndo me dar um abraço e depois sai correndo fugindo de mim. Aí é preciso ter paciência, deixá-la brincar mais um pouco e negociar a ida pra casa.

Quanto às doenças, eu estava preparada para milhares de viroses, resfriados e afins. Mas ela ficou com o nariz escorrendo um pouco mais de uma semana e um dia me ligaram pra buscá-la por causa de uma febrinha que passou no dia seguinte, e só. Se considerarmos que já recebi comunicados da escola avisando de casos de piolho e escarlatina, acho que estou no lucro.

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